Uma cozinha muito moderna, para a época:
- Tinha água quente e fria,
um enorme fogão,uma churrasqueira automática e giratória...
quinta-feira, 3 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Que Memória !!!!!!!!
Certa manhã estava Dante Alighieri, tomando sol,
Quando foi interpelado por uma pessoa que por ali passava:
- “Dante, o que você mais gosta de saborear?”
“Ovo quente”, respondeu ele.
Passado um ano, no mesmo lugar, a mesma pessoa encontrou, novamente, Dante tomando sol!
E, querendo testar a sua pródiga memória, perguntou – lhe:
- “Com que?”
“Com sal e pimenta.” Respondeu, prontamente, Dante Alighieri.
Quando foi interpelado por uma pessoa que por ali passava:
- “Dante, o que você mais gosta de saborear?”
“Ovo quente”, respondeu ele.
Passado um ano, no mesmo lugar, a mesma pessoa encontrou, novamente, Dante tomando sol!
E, querendo testar a sua pródiga memória, perguntou – lhe:
- “Com que?”
“Com sal e pimenta.” Respondeu, prontamente, Dante Alighieri.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Solidariedade
O principio da solidariedade, enunciado ainda sob o nome de amizade,
é uma exigência direta da fraternidade humana e cristã.
é uma exigência direta da fraternidade humana e cristã.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Luís de Camões - (1524 ou 1580)
Os Originais Dos Lusíadas
Luís de Camões - (1524 ou 1580)
Pouco sabemos da vida de Luís Vaz de Camões.
Durante mais de três séculos, as mais diversas ficções vieram satisfazer a natural curiosidade do público.
Hernani Cidade escreve:
- O que se pôde averiguar da sua biografia não dá para uma meia dúzia de paginas.
Sabemos o nome de seus pais: Simão Vaz de Camões e Ana de Sá, que estudou em Coimbra, onde adquiriu o prodigioso cabedal de cultura que sua obra revela.
Sabemos que foi duramente perseguido, em Lisboa.
Depois de Lisboa, é a expedição a Ceuta, de onde voltará sem um dos olhos.
Em 1553, novamente em Lisboa, sabemos que, por motivo de uma rixa, é preso;
Como nesse mesmo ano embarca para a Índia, bem pode ser que seja um castigo, ou então um exílio a que se terá decidido, a vida de poeta, que era a sua, estando-lhe doravante negada.
Nomeado provedor mor dos defuntos e ausente na China portuguêsa, foi mais tarde destituído do cargo e levado para Goa.
O navio naufragou na foz do Rio Mecongo, no Laos, mas o poeta conseguiu salvar-se, levando consigo os originais dos Lusíadas. Do Mecongo disse o poeta:
“Este receberá plácido e brando,
No seu regaço o Canto, que molhado
Vem do naufrágio triste e miserando.”
Luís de Camões - (1524 ou 1580)
Pouco sabemos da vida de Luís Vaz de Camões.
Durante mais de três séculos, as mais diversas ficções vieram satisfazer a natural curiosidade do público.
Hernani Cidade escreve:
- O que se pôde averiguar da sua biografia não dá para uma meia dúzia de paginas.
Sabemos o nome de seus pais: Simão Vaz de Camões e Ana de Sá, que estudou em Coimbra, onde adquiriu o prodigioso cabedal de cultura que sua obra revela.
Sabemos que foi duramente perseguido, em Lisboa.
Depois de Lisboa, é a expedição a Ceuta, de onde voltará sem um dos olhos.
Em 1553, novamente em Lisboa, sabemos que, por motivo de uma rixa, é preso;
Como nesse mesmo ano embarca para a Índia, bem pode ser que seja um castigo, ou então um exílio a que se terá decidido, a vida de poeta, que era a sua, estando-lhe doravante negada.
Nomeado provedor mor dos defuntos e ausente na China portuguêsa, foi mais tarde destituído do cargo e levado para Goa.
O navio naufragou na foz do Rio Mecongo, no Laos, mas o poeta conseguiu salvar-se, levando consigo os originais dos Lusíadas. Do Mecongo disse o poeta:
“Este receberá plácido e brando,
No seu regaço o Canto, que molhado
Vem do naufrágio triste e miserando.”
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Inezita Barroso,
Inezita Barroso, a criadora de "Lampião de Gás", chama-se Inês Madalena Aranha de Lima. A família do pai sempre foi muito musical. Ninguém era profissional, mas todos tinham paixão pela música e tocavam instrumentos musicais.
Havia uma avó que cantava e Inezita acha que herdou seu dom dela. O avô era professor de Grego e Latim.
Inezita nasceu no bairro da Barra Funda, em 04 de março de 1925, era um domingo de carnaval. Inezita era moleca, gostava de brincar com os meninos. Estudou sempre no Caetano de Campos, no centro da capital paulista.
Desde cedo gostava de declamar, de cantar e de tocar violão, mas apaixonou-se por viola. Cantava em quermesses, igrejas, festas de aniversário, sem nunca pensar que viria a ser uma profissional.
Mas aí se casou com um Cearense, Adolfo Cabral Barroso e começou a viajar por todo o Nordeste brasileiro. Começou a cantar em rádio. Chegando a São Paulo, foi cantar na Rádio Nacional.
Em 1954 foi para a TV Record, que estava sendo inaugurada. Sempre com programa próprio.
Fez filmes na Vera Cruz. Lançou o programa "Vamos falar de Brasil", e foi, aos poucos, tornando-se uma cantora essencialmente brasileira.
Ganhou na sua vida artística todos os prêmios possíveis. Ganhou sete "Roquete Pinto", maior troféu da época. Ganhou o "Saci", do cinema. Ganhou o Prêmio Sharp, sempre como melhor cantora. Estudou folclore "in loco", indo por todo o interior brasileiro buscando as raízes, as danças, os sons, as músicas.
Teve uma filha, e hoje tem três netas já grandes.
Seu grande prazer é viajar. Cantar e ensinar folclore. Inezita gravou 78 discos, entre 78 Rotações, LPs e CDs. Uma música de grande sucesso foi "Marvada Pinga".
Começou na TV Cultura um horário seu, sempre divulgando violeiros, cantores, sertanejos, desde 1968. Participou do "Viola, minha viola", junto com Moraes Sarmento. Depois ficou sozinha no programa, mas não o deixou cair. Por seu programa já passaram todos os cantores "caipiras", palavra que ela ama e enaltece. Inezita Barroso tornou-se então um baluarte, nessa luta contínua. Hoje é professora de Folclore em várias faculdades, mas canta sempre, pois sua voz e sua musicalidade são inconfundíveis. Recebeu o título de "Cidadã Paulista", e vários outros galardões.
Foi enredo de samba várias vezes. E tudo isso ela ama. Só não gosta do que não é autêntico.
Batalhadora, guerreira, essa é Inezita Barroso, com sua voz sem igual
Havia uma avó que cantava e Inezita acha que herdou seu dom dela. O avô era professor de Grego e Latim.
Inezita nasceu no bairro da Barra Funda, em 04 de março de 1925, era um domingo de carnaval. Inezita era moleca, gostava de brincar com os meninos. Estudou sempre no Caetano de Campos, no centro da capital paulista.
Desde cedo gostava de declamar, de cantar e de tocar violão, mas apaixonou-se por viola. Cantava em quermesses, igrejas, festas de aniversário, sem nunca pensar que viria a ser uma profissional.
Mas aí se casou com um Cearense, Adolfo Cabral Barroso e começou a viajar por todo o Nordeste brasileiro. Começou a cantar em rádio. Chegando a São Paulo, foi cantar na Rádio Nacional.
Em 1954 foi para a TV Record, que estava sendo inaugurada. Sempre com programa próprio.
Fez filmes na Vera Cruz. Lançou o programa "Vamos falar de Brasil", e foi, aos poucos, tornando-se uma cantora essencialmente brasileira.
Ganhou na sua vida artística todos os prêmios possíveis. Ganhou sete "Roquete Pinto", maior troféu da época. Ganhou o "Saci", do cinema. Ganhou o Prêmio Sharp, sempre como melhor cantora. Estudou folclore "in loco", indo por todo o interior brasileiro buscando as raízes, as danças, os sons, as músicas.
Teve uma filha, e hoje tem três netas já grandes.
Seu grande prazer é viajar. Cantar e ensinar folclore. Inezita gravou 78 discos, entre 78 Rotações, LPs e CDs. Uma música de grande sucesso foi "Marvada Pinga".
Começou na TV Cultura um horário seu, sempre divulgando violeiros, cantores, sertanejos, desde 1968. Participou do "Viola, minha viola", junto com Moraes Sarmento. Depois ficou sozinha no programa, mas não o deixou cair. Por seu programa já passaram todos os cantores "caipiras", palavra que ela ama e enaltece. Inezita Barroso tornou-se então um baluarte, nessa luta contínua. Hoje é professora de Folclore em várias faculdades, mas canta sempre, pois sua voz e sua musicalidade são inconfundíveis. Recebeu o título de "Cidadã Paulista", e vários outros galardões.
Foi enredo de samba várias vezes. E tudo isso ela ama. Só não gosta do que não é autêntico.
Batalhadora, guerreira, essa é Inezita Barroso, com sua voz sem igual
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
O Estado de São Paulo (São Paulo - SP) em 24/08/2002
UM POUCO DE NOSTALGIA
Rachel de Queiroz
Afinal, se me dão licença, quem passa dos 90 direito a algum saudosismo. É que, olhando o mar, lembrei dos bons tempos dos navios, quando só se viajava pelas costas do Brasil nos Itas (os decantados Itas do Norte) e também os menos charmosos navios do Loide. Companhia Nacional de Navegação Costeira, chamavam-se oficialmente os Itas. E recebiam todos os barcos da frota esse nome de Ita porque o dono da Companhia se chamava Laje, e laje é pedra, e pedra em tupi é ita. Tinha esse magnata Laje outro motivo de celebridade:
Capturara o amor da maior contralto vivente, Gabriela Benzansoni; casou com ela e deu-lhe por menagem a mansão dentro daquele parque próximo ao Jardim Botânico, retirando-a dos palcos do mundo. A Bezansoni ficou cantando só para ele.
Mas veio a guerra e os submarinos alemães torpedearam toda a frota Laje, junto com os navios do Loide. E o pouco que não foi para o fundo do mar sucateou por aí, acabou.
Aliás, já nos deram fim a todos os transportes que não sejam aéreos:
acabaram os navios, acabaram os trens. Ficaram os caminhões e ônibus, já todos obsoletos, expulsos pelos aviões, quer de gente, quer de carga. E naqueles brutos airbus nos sentimos mesmo como carga, como frangos num granjal.
Mas voltando aos Itas: cada viagem neles era uma glória. Navio do Norte para o Sul (ainda se falava pouco em Nordeste) era para cada família como uma estação de águas, uma semana em Caxambu ou Lambari. Preparava-se o enxoval da viagem, guardado nas grandes malas de camarote: os vestidos para o dia, de linho e com gola de marinheiro, e os de noite, de seda, com manga cavada.
O navio todo era um grande playground, onde se brincava em jogos de convés (ainda não havia piscinas), se almoçava e se jantava ao som de orquestra, em boa companhia. Grande honra era sentar à mesa do comandante. Dançava-se depois do jantar, toda noite sem falta, até mesmo quando o navio ancorava durante dias, em Areia Branca, para carregar sal.
A vida de bordo era sempre uma festa. Onde, acima de tudo, se namorava.
Havia para isso os estudantes que faziam curso na Bahia e no Rio; os antigos caixeiros-viajantes que já então se diziam "representantes de firmas"; e jovens políticos, e moços ricos nos camarotes de luxo. Contudo, os mais disputados dos galãs marítimos eram os próprios oficiais de bordo, com o seu charme de homens do mar, que a gente chamava de "cisnes brancos", seu andar macio e silencioso no solado de borracha: pilotos, imediato, até radiotelegrafistas. E as meninas ficavam injuriadas se descobriam que o médico era gordo ou notoriamente casado. O comandante era um caso especial.
Fazendo o gênero "velho lobo-do-mar", galante ou retraído mas sempre envolto, para as moças no halo que lhe dava a farda branca imaculada, o quepe agaloado de ouro, a autoridade de rei dentro do navio.
Cada porto era um evento especial: vinham os amigos, os parentes, receber os passageiros, levá-los a almoçar e passear pela cidade.
E a chegada ao Rio era a coroa da travessia. Das alturas de Cabo Frio começava a expectativa. Quase sempre o navio entrava na barra pela manhã com a Guanabara toda envolta em brumas. Passavam-se os fortes, passava o Mosteiro de São Bento, e então se atracava no cais, a orquestra de bordo tocando a Cidade Maravilhosa. E a gente trajando o tailleur feito especialmente para o desembarque. Os tios em grupo se agitavam lá embaixo e quase toda menina tinha um primo especial para lhe acenar.
Esquecidos ficavam os belos amores de bordo. Como vêem, era muito bom, naquele tempo, tomar um Ita no Norte.
Rachel de Queiroz
Afinal, se me dão licença, quem passa dos 90 direito a algum saudosismo. É que, olhando o mar, lembrei dos bons tempos dos navios, quando só se viajava pelas costas do Brasil nos Itas (os decantados Itas do Norte) e também os menos charmosos navios do Loide. Companhia Nacional de Navegação Costeira, chamavam-se oficialmente os Itas. E recebiam todos os barcos da frota esse nome de Ita porque o dono da Companhia se chamava Laje, e laje é pedra, e pedra em tupi é ita. Tinha esse magnata Laje outro motivo de celebridade:
Capturara o amor da maior contralto vivente, Gabriela Benzansoni; casou com ela e deu-lhe por menagem a mansão dentro daquele parque próximo ao Jardim Botânico, retirando-a dos palcos do mundo. A Bezansoni ficou cantando só para ele.
Mas veio a guerra e os submarinos alemães torpedearam toda a frota Laje, junto com os navios do Loide. E o pouco que não foi para o fundo do mar sucateou por aí, acabou.
Aliás, já nos deram fim a todos os transportes que não sejam aéreos:
acabaram os navios, acabaram os trens. Ficaram os caminhões e ônibus, já todos obsoletos, expulsos pelos aviões, quer de gente, quer de carga. E naqueles brutos airbus nos sentimos mesmo como carga, como frangos num granjal.
Mas voltando aos Itas: cada viagem neles era uma glória. Navio do Norte para o Sul (ainda se falava pouco em Nordeste) era para cada família como uma estação de águas, uma semana em Caxambu ou Lambari. Preparava-se o enxoval da viagem, guardado nas grandes malas de camarote: os vestidos para o dia, de linho e com gola de marinheiro, e os de noite, de seda, com manga cavada.
O navio todo era um grande playground, onde se brincava em jogos de convés (ainda não havia piscinas), se almoçava e se jantava ao som de orquestra, em boa companhia. Grande honra era sentar à mesa do comandante. Dançava-se depois do jantar, toda noite sem falta, até mesmo quando o navio ancorava durante dias, em Areia Branca, para carregar sal.
A vida de bordo era sempre uma festa. Onde, acima de tudo, se namorava.
Havia para isso os estudantes que faziam curso na Bahia e no Rio; os antigos caixeiros-viajantes que já então se diziam "representantes de firmas"; e jovens políticos, e moços ricos nos camarotes de luxo. Contudo, os mais disputados dos galãs marítimos eram os próprios oficiais de bordo, com o seu charme de homens do mar, que a gente chamava de "cisnes brancos", seu andar macio e silencioso no solado de borracha: pilotos, imediato, até radiotelegrafistas. E as meninas ficavam injuriadas se descobriam que o médico era gordo ou notoriamente casado. O comandante era um caso especial.
Fazendo o gênero "velho lobo-do-mar", galante ou retraído mas sempre envolto, para as moças no halo que lhe dava a farda branca imaculada, o quepe agaloado de ouro, a autoridade de rei dentro do navio.
Cada porto era um evento especial: vinham os amigos, os parentes, receber os passageiros, levá-los a almoçar e passear pela cidade.
E a chegada ao Rio era a coroa da travessia. Das alturas de Cabo Frio começava a expectativa. Quase sempre o navio entrava na barra pela manhã com a Guanabara toda envolta em brumas. Passavam-se os fortes, passava o Mosteiro de São Bento, e então se atracava no cais, a orquestra de bordo tocando a Cidade Maravilhosa. E a gente trajando o tailleur feito especialmente para o desembarque. Os tios em grupo se agitavam lá embaixo e quase toda menina tinha um primo especial para lhe acenar.
Esquecidos ficavam os belos amores de bordo. Como vêem, era muito bom, naquele tempo, tomar um Ita no Norte.
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