Rua da Ponte
Hoje, Rua Clodomiro Amazonas.
A Rua da ponte começa na rua Tabapuã e termina na rua Fiandeiras: Uma rua de terra como a maioria, das ruas do bairro do Itaim. As casas simples, como seus moradores, as cercas vivas de roseiras, ciprestes, hibiscos, etc. Os jardins eram cuidados e regados com carinho todos os dias pelas mulheres, as podas das cercas e das árvores ficavam por conta dos homens, nos sábados ou nos domingos. Nos quintais, eram plantadas árvores frutíferas: ameixeiras, pereiras, abacateiros, mangueiras, bananeiras, videiras, figueiras, e outras.
Na época da colheita, as crianças, animadas, saboreavam as frutas com satisfação, Era costume os vizinhos oferecerem, com alegria, as frutas colhidas, uns para os outros. Abençoado costume! Abençoada partilha!
Nos fundos dos quintais, as famílias cultivavam pequenas hortas: lindos canteiros de
almeirão, escarola, couve, cenoura, tomate, etc.
As pessoas caminhavam livremente, despreocupadas, pois não havia perigo de roubo, assalto, seqüestro, atropelamento, ou morte por assassinato.
As crianças brincavam na rua com carrinhos, peões, bolinhas de gude, petecas ou brincadeiras muito conhecidas na época: barra-manteiga, ciranda-cirandinha, a canoa-virou,
Pepa-pega...
As bicicletas iam e vinham, pra cá e pra lá, o dia todo, utilizadas por homens, mulheres e crianças.
Os veículos que transitavam nessa rua, na maioria eram carroças puxadas por animais e usadas para entregas em domicilio de pão, leite, ovos, verduras, carvão etc.
Havia alguns estabelecimentos comerciais: empórios, açougue, quitanda, ferreiro e a padaria da Dna Celeste, na esquina da rua Tabapuã.
O respeito com a natureza era grande ninguém jogava nada nas ruas, nos rios e nos córregos.
Todo lixo doméstico: as cascas de frutas e dos legumes, as folhas secas das árvores, os restos de comida, as cinzas dos papéis incinerados no fundo dos quintais, eram enterrados e se transformavam em adubo; a latas e garrafas eram vendidas para o garrafeiro que passava freqüentemente.
Na altura do número 500, mais ou menos, um lindo córrego de águas límpidas e claras, com grandes touceiras de bambu nas suas margens que seguravam as suas bordas para não haver desmoronamentos nos dias de chuva. Uma ponte de madeira larga, firme e forte, sobre o córrego, propiciava aos transeuntes atravessá-lo, com segurança. Esse córrego atravessava várias ruas do bairro: rua Tenente Negrão, rua Bibi, rua Tapera, rua João Cachoeira, rua da Ponte. . Daí a origem do seu nome.
Além do córrego, da ponte, das singelas casinhas, das cercas vivas, das chácaras de plantas e de flores, que havia, quase no fim da rua. O que dava, também, um encanto especial na rua, da ponte, eram as noites enluaradas, quando seus moradores: brasileiros, portugueses, alemães, italianos, poloneses, japoneses, pessoas vindas das mais diversas regiões, colocavam cadeiras nas calçadas e naturalmente, sentavam
e davam um dedinho de prosa.
quinta-feira, 17 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Carnaval 2011 , vai, vai e mostra para o mundo que o povo brasileiro sabe conviver com as diferenças; recebe meu povo uma pérola negra e traga junto ao peito, como prova de amor fraterno e agradecimento a Deus, por ter nascido nesta terra forte.
Parabéns aos meios de comunicação que transmitem, com firmeza, as realidades da vida, tristes e alegres, mas levam ao ar entretenimento, esporte, cultura, cidadania e também a palavra de Deus a todas as pessoas sem distinção.
Parabéns aos meios de comunicação que transmitem, com firmeza, as realidades da vida, tristes e alegres, mas levam ao ar entretenimento, esporte, cultura, cidadania e também a palavra de Deus a todas as pessoas sem distinção.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Um dos inventos de Leonardo Da Vinci!
Uma cozinha muito moderna, para a época:
- Tinha água quente e fria,
um enorme fogão,uma churrasqueira automática e giratória...
- Tinha água quente e fria,
um enorme fogão,uma churrasqueira automática e giratória...
terça-feira, 1 de março de 2011
Que Memória !!!!!!!!
Certa manhã estava Dante Alighieri, tomando sol,
Quando foi interpelado por uma pessoa que por ali passava:
- “Dante, o que você mais gosta de saborear?”
“Ovo quente”, respondeu ele.
Passado um ano, no mesmo lugar, a mesma pessoa encontrou, novamente, Dante tomando sol!
E, querendo testar a sua pródiga memória, perguntou – lhe:
- “Com que?”
“Com sal e pimenta.” Respondeu, prontamente, Dante Alighieri.
Quando foi interpelado por uma pessoa que por ali passava:
- “Dante, o que você mais gosta de saborear?”
“Ovo quente”, respondeu ele.
Passado um ano, no mesmo lugar, a mesma pessoa encontrou, novamente, Dante tomando sol!
E, querendo testar a sua pródiga memória, perguntou – lhe:
- “Com que?”
“Com sal e pimenta.” Respondeu, prontamente, Dante Alighieri.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Solidariedade
O principio da solidariedade, enunciado ainda sob o nome de amizade,
é uma exigência direta da fraternidade humana e cristã.
é uma exigência direta da fraternidade humana e cristã.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Luís de Camões - (1524 ou 1580)
Os Originais Dos Lusíadas
Luís de Camões - (1524 ou 1580)
Pouco sabemos da vida de Luís Vaz de Camões.
Durante mais de três séculos, as mais diversas ficções vieram satisfazer a natural curiosidade do público.
Hernani Cidade escreve:
- O que se pôde averiguar da sua biografia não dá para uma meia dúzia de paginas.
Sabemos o nome de seus pais: Simão Vaz de Camões e Ana de Sá, que estudou em Coimbra, onde adquiriu o prodigioso cabedal de cultura que sua obra revela.
Sabemos que foi duramente perseguido, em Lisboa.
Depois de Lisboa, é a expedição a Ceuta, de onde voltará sem um dos olhos.
Em 1553, novamente em Lisboa, sabemos que, por motivo de uma rixa, é preso;
Como nesse mesmo ano embarca para a Índia, bem pode ser que seja um castigo, ou então um exílio a que se terá decidido, a vida de poeta, que era a sua, estando-lhe doravante negada.
Nomeado provedor mor dos defuntos e ausente na China portuguêsa, foi mais tarde destituído do cargo e levado para Goa.
O navio naufragou na foz do Rio Mecongo, no Laos, mas o poeta conseguiu salvar-se, levando consigo os originais dos Lusíadas. Do Mecongo disse o poeta:
“Este receberá plácido e brando,
No seu regaço o Canto, que molhado
Vem do naufrágio triste e miserando.”
Luís de Camões - (1524 ou 1580)
Pouco sabemos da vida de Luís Vaz de Camões.
Durante mais de três séculos, as mais diversas ficções vieram satisfazer a natural curiosidade do público.
Hernani Cidade escreve:
- O que se pôde averiguar da sua biografia não dá para uma meia dúzia de paginas.
Sabemos o nome de seus pais: Simão Vaz de Camões e Ana de Sá, que estudou em Coimbra, onde adquiriu o prodigioso cabedal de cultura que sua obra revela.
Sabemos que foi duramente perseguido, em Lisboa.
Depois de Lisboa, é a expedição a Ceuta, de onde voltará sem um dos olhos.
Em 1553, novamente em Lisboa, sabemos que, por motivo de uma rixa, é preso;
Como nesse mesmo ano embarca para a Índia, bem pode ser que seja um castigo, ou então um exílio a que se terá decidido, a vida de poeta, que era a sua, estando-lhe doravante negada.
Nomeado provedor mor dos defuntos e ausente na China portuguêsa, foi mais tarde destituído do cargo e levado para Goa.
O navio naufragou na foz do Rio Mecongo, no Laos, mas o poeta conseguiu salvar-se, levando consigo os originais dos Lusíadas. Do Mecongo disse o poeta:
“Este receberá plácido e brando,
No seu regaço o Canto, que molhado
Vem do naufrágio triste e miserando.”
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