sexta-feira, 12 de março de 2010

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO

É o maior de todos os milagres de Nosso Senhor Jesus Cristo e a melhor prova de sua MISSÃO DIVINA.
Embora tivesse Ele operado muitos prodígios como afirma São Paulo (1 Cor. 15, 17 ),sem sua Ressurreição dentre os mortos nossa fé seria vã , pois constitui ela o principal sinal que o próprio Cristo prometera como prova de sua Missão Divina (Mt.12,38-41) ; (Jo.2, 19) . Tivesse Ele falhado em retornar a vida no terceiro dia, e seria considerado como impostor.
Seus inimigos, os sacerdotes e fariseus, compreenderam perfeitamente a importância deste sinal e assim tomaram precauções necessárias mandando selar sua sepultura e postar guardas (Mt. 27,62-66)
Uma vez que tais medidas excluíam a possibilidade de fraude, aumentaram, com isso, a certeza do milagre, para a posteridade.
A Ressurreição não foi apenas um retorno aparente ou mera alucinação dos apóstolos, mas verdadeira volta a vida (feita pelo próprio Jesus) de seu corpo humano. É um fato histórico atestado e testemunhado que não podiam ser enganados nem enganar.
Aqueles que a bíblia menciona como tendo visto Cristo Ressuscitado são os seguintes:
- Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e Salomé; os apóstolos; Cleofas e um outro discípulo, em Emaus, São Paulo e mais 500 discípulos.
O fato da Ressurreição de Cristo não pode ser posto em dúvida (Mt.28; Mc.16; Lc.24; Jo.20).
Os apóstolos dão testemunho dele constantemente e basearam nele toda pregação
(por explo. At.2,24-32; 2 Cor.5,15; 2Tim.2,8.)
E não só o fundamento da nossa fé, mas também o penhor e o exemplar de nossa Ressurreição.
O Domingo de Páscoa é a festa da Ressurreição.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Novo Testamento

Os livros do Novo Testamento são:
- Os quatro Evangelhos foram escritos por Mateus-Mt., Marcos- Mc., Lucas- Lc. e João- Jo. Contam a história de Cristo, mostram sua grandeza, força, exemplos, ensinamentos, milagres, sua morte de cruz, o túmulo vazio, a sua ressurreição. Faz-nos ver até onde vai seu amor por nós.
- Os Atos dos Apóstolos são os primeiros passos da Igreja aumentando, pouco a pouco, as atividades de São Pedro, a quem Jesus Cristo transmitiu a sua autoridade; a conversão e o apostolado de São Paulo.
- As Epistolas ou cartas de São Paulo, Pedro, Tiago,João,São Judas, fazem-nos conhecer a doutrina e a vida das primeiras comunidades cristãs.
- O Apocalipse fala de um futuro, mas também do presente.
Nosso Senhor Jesus Cristo é um mediador Sagrado, nos indica o Caminho a Verdade e a Vida.

terça-feira, 9 de março de 2010

A Bíblia

A bíblia contém 73 livros.
46 livros do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento.
Os livros do Antigo Testamento foram escritos antes do nascimento de Cristo; os do Novo Testamento foram redigidos após a Ascensão de Jesus. A Igreja reconheceu como “inspirados” tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento; Deus agiu no escritor sagrado, não só na preparação, mas também na execução do livro, afim de que a Mensagem fosse autêntica. Não se trata, porém, de um ditado. O autor humano conservou a sua personalidade inteira. Seu caráter transparente através do livro, pertence a determinada época; escreve em uma língua que é a sua, por outras palavras, embora “Inspirado”, não deixou de ser o que era.
A mensagem Divina não nos aparece por inteiro em cada livro da Bíblia. Teremos que percorrer numerosas páginas para descobrir, por exemplo, a crença numa vida além da morte.
É pouco a pouco e ao percorrer dos séculos, que se precisa o pensamento religioso e que a Mensagem de Deus se torna mais completa.
No tempo de Abraão, Javé só era reconhecido por um grupo de famílias. No Sinai, tornou-se o Deus do Povo Escolhido. Com os Profetas, já se trata do Deus da humanidade inteira.
O mesmo se dá com o Messias: os Profetas nos anunciam pouco a pouco. Um nos indica que Ele será da tribo de Judá; outro, da descendência de Davi; aqui, descobrimos sua intimidade com Deus: ali, sua misericórdia, sua bondade ou justiça.
O Antigo Testamento precisa ser complementado pelo Novo Testamento. É o próprio Cristo que nos faz compreender e orar ao Pai que está nos céus. Ele é que vem dar inteiro sentido à Lei de Moises e ao ensino dos Profetas.
É necessário compreender a Bíblia como uma Mensagem de Deus, que se completa no decorrer da história.
O plano de Deus se realiza aos poucos. Deus visa a um alvo e a ele tende; como, porém, os homens são lentos, o desígnio de Deus pede muitos séculos para concluir-se.
Mas, qual é esse fim que Deus propõe? Deus chama o Homem a tomar parte da sua intimidade. Esse apelo divino já se acha inscrito nas primeiríssimas páginas da Bíblia. Infelizmente, a resposta do homem é negativa. Entretanto, Deus não renuncia ao seu desígnio. A liturgia da vigília Pascal chega a exclamar: - “Ó feliz culpa, que nos mereceu semelhante Redentor”.
Deus mostra ao homem, em seu Filho encarnado, o que quer realizar; Jesus é o modelo perfeito da intimidade entre Deus e o homem.

domingo, 7 de março de 2010

O que os livros contêm

O que os livros contêm (*)

Por mais interessante que seja a história do livro, desde os tempos rudes em que o homem primeiro lançou mão do barro, para fixar seus pensamentos, até a produção rápida e em larga escala das obras da literatura moderna, há, toda via, outro aspecto do livro que é ainda mais curioso e tem supremo valor.
De que serviriam as bibliotecas, que valeriam os tijolos cobertos de sinais, tirados das ruínas do Oriente, os rolos de papiros e pergaminhos, os códices preciosos, os manuscritos antigos e os livros modernos, si não fora o assunto de que eles tratam?
O que importa sobre tudo em um livro é o que ele contém.
O industrial que fabrica o papel, o engenheiro a cuja habilidade devemos a criação das admiráveis máquinas que compõem e imprimem com a rapidez e custo mínimo, o comerciante que faz circular os livros, são colaboradores do autor. Este concebe a obra literária e, dando expressão aos pensamentos que representam ao mesmo tempo as cogitações da mentalidade e toda a herança recebida de gerações passadas, pelo estudo, pela observação da natureza cotejada com que outros já dantes haviam observado, vai pedir à linguagem os seus tesouros afim de produzir livros.
Para haver obras de real valor, é necessário que as belezas de uma terra florida, de um céu esplendido, da mata, dos rios, dos campos, das montanhas toucadas pelas nuvens, das planícies, do mar, das praias, das cidades e das multidões, dos heróis de outrora e os de hoje,as alegrias e as dores de um povo inteiro,sejam sentidos, amados e contado por indivíduos de corações delicado e inteligência lúcida, que saibam achar em nosso meigo idioma as expressões harmoniosas e verdadeiras de suas idéias .
Eis, porém, o que ainda é mais interessante:
- A influência de outros povos, com os quais entramos em contato, ou pelo comércio ou pelas viagens, etc. Tem papel importante a representar na criação do livro.
Assim as obras mais celebres do mundo chegam a ser livros da humanidade.
Virginia Amadei.
(*) Condensado do texto do livro Leitura III de Erasmo Braga- Ed. Companhia Melhoramentos de São Paulo –edição 21 a 25.
Ressurreição (Mt.28, 1-10)
Depois do sábado, quando amanhecia o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo ( onde Jesus foi sepultado). E eis que houve um tremor de terra: - um anjo do Senhor desceu do céu, rolou a pedra ( do túmulo) e sentou-se sobre ela. Resplandecia como um relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve. Vendo isto, os guardas pensaram que morreriam de pavor. Mas o anjo disse às mulheres: - “Não temas! Sei que procurais a Jesus que foi crucificado. Não está aqui: Ressuscitou como disse. Vinde e vede o lugar em que ele repousou. Ide depressa e dizei aos discípulos que Ele ressuscitou dos mortos. Ele vos precede na Galiléia. Lá o haveis de rever, eu vô-lo disse.”
Elas se afastaram, prontamente, do túmulo, com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a boa nova aos discípulos. Nesse momento Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: “ Salve!” Aproximaram-se elas, e prostadas diante dele, beijaram-lhe os pés, Disse-lhes Jesus: “ Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam á Galiléia: pois é lá que eles me verão.”
Aparição na Galiléia (Mt.28,16 – 20)
Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando viram, Jesus, adoram-no; entretanto, alguns hesitaram ainda. Mas, Ele aproximando-se, lhes disse: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois e ensinai a todas as nações; batizais-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

QUARESMA

Cristo venceu a tentação por nós. “Com efeito, não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas, pois “Ele” mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado”(Hb.4,15). A cada ano a Igreja celebra o mistério de Jesus no deserto, através dos quarenta dias da Quaresma.
No advento, na quaresma e principalmente na noite de Páscoa, a Igreja rele e revive os grandes acontecimentos da história da salvação no “hoje” da sua Liturgia.
A leitura da Sagrada Escritura, a oração da Liturgia das Horas, a oração do Pai Nosso e todo ato sincero de culto ou de piedade, reaviva em nós o espírito de conversão e penitência, contribuindo, assim, para o perdão dos pecados. Os quarenta dias da Quaresma e toda Sexta-feira Santa , são momentos fortes da prática penitencial da igreja. Esse tempo é, particularmente, apropriado aos exercícios espirituais, às peregrinações, às privações voluntárias,à esmola, à partilha fraterna e às obras de caridade. O dinamismo da conversão e da penitência foi admiravelmente descrito por Jesus na Parábola do “Filho pródigo”(Lc. 15,11-24).

Jesus manda Preparar a PÁSCOA ( Lc. 22,7 – 13)

Chegou, pois, o dia dos Ázimos, em que se devia imolar a Páscoa. E “Ele” enviou Pedro e João, dizendo: “Ide e preparai a Páscoa para que a comamos”. Eles disseram-lhe: - “Onde queres que a preparemos ?” Disse-lhe Ele: “Entrando na cidade, virá ao vosso encontro um homem com um cântaro de água; segui-o até a casa em que ele entrar, e dizei ao dono da casa: “ O Mestre te diz: Onde está a sala em que hei de comer a Páscoa com meus discípulos? Ele vos mostrará uma sala grande, mobiliada; fazei ali os preparativos”. E, indo eles, encontraram como lhes dissera e prepararam a Páscoa.
A palavra da última Páscoa.
Quando chegou a hora, pôs-se à mesa, e os apóstolos com Ele. E disse-lhes: “ Ardentemente desejei comer esta Páscoa convosco antes de padecer, porque vos digo: não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus.”
A palavra do último cálice.
Tomando o cálice, deu graças e disse: “Tomai-o e distribui-o entre vós; porque vos digo: desde agora não beberei do fruto da videira até que chegue o Reino de Deus.”
Instituição do Pão Eucarístico.
E tomando o pão, deu graças, parti-o e deu-lho, dizendo: “Este é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim”.
Instituição do Cálice Eucarístico
Igualmente o cálice, depois de haver ceado, dizendo: “Este cálice é o novo Testamento em meu sangue, que é derramado por vós.”