As Letras
Coelho Netto
(nasceu- 20 fevereiro 1864– faleceu 28 novembro 1934)
Adimiras-te de que só com o barro, a pedra e a cal, possam os homens levantar palácios.
Abre o teu livro. Que vês nele? Letras, simples sinais: - material poderoso com que se constrói obra mais sólida do que a do pedreiro.
Tens uma idéia? As letras emprestam-lhe corpo formando uma curta palavra, uma frase, ou desenvolvendo-a em páginas dilatadas.
O que o pedreiro, com todos os materiais, não pode edificar, faz o sábio só com as letras.
O palácio arruína-se, a idéia é eterna e o material de que serve o pensamento cabe, como vês, em duas linhas estreitas, que tantas são as que contêm o alfabeto.
E, com tão pouco, o homem tem feito tudo quanto possuímos, transmitindo, de século a século, pelo livro, como um lume, que era centelha e que hoje clarão e que ainda há de ser dia esplêndido, os conhecimentos acumulados.
Aplica-te ao livro e poderás, um dia, erigir um pequenino edifício com os teus pensamentos, e, ainda que não ofereças à humanidade, que exige obra forte, poderás dedicá-lo aos teus, mostrando-lhes como, por exemplo, a tua vida ora feliz, ora nublada de tristeza, mas sempre pura, correndo sobre a virtude
domingo, 7 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A Mulher Forte
Em homenagem a minha mãe,
que nasceu 4/2/1915 e hoje, se encontra, junto a Deus Pai
A Mulher Forte
(Provérbios,XXXI,10-30)
Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la?
Superior é o seu valor ao das pérolas.
Confia nela o coração de seu marido e não precisa jamais de
Coisa alguma.
Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de
Sua vida.
Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre.
Semelhante ao navio do mercador,
traz seus víveres de longe.
Levanta-se ainda de noite, distribui a comida em sua casa
e a tarefa às suas servas.
Ela encontra uma terra; adquire-a.
Planta uma vinha com o ganho de suas mãos.
Cinge os rins de fortaleza, fortalece seus braços.
Alegra-se com seu prosperar, sua lâmpada não se apaga durante a noite.
Põe sua mão na roca.
seus dedos manejam o fuso.
Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente.
Ela não teme a neve em sua casa, porque toda família tem.
Vestes duplas.
Faz, para si, cobertas, suas vestes são de linho fino e de púrpura.
Seu marido é considerado nas portas da cidade, (*) quando se assenta com os anciãos do país.
Fabrica linhos e os vende, fornece cintos ao mercador.
Fortaleza e graça lhe sevem de ornamentos, ri-se do dia de amanhã.
Abre a boca com sabedoria, amáveis instruções surgem de
Sua língua.
Vigia o andamento de sua casa e não come o pão da ociosidade.
Seus filhos se levantam para proclamá-la bem aventurada, e seu marido, para elogiá-la! Muitas mulheres demonstram vigor, mas tu excedes a todas!”
A graça é falaz e a beleza vã; a mulher que se deve aplaudir é a que teme a Deus.
(*) O Valor da mulher reflete no marido; falam dele às portas da cidade.
No Oriente, os homens reuniam-se às portas da cidade como, entre nós, em algumas cidades, na praça pública.
O LIVRO DOS PROVERBIOS termina pelo elogio do modelo das mães de família e das donas de casa – e, sem dúvida - trata-se de uma mulher que tem empregados, que se acha à frente de uma cultura bem importante,que vive em certo luxo. Mas não é a situação social que importa; são as qualidades morais profundas, posta em relevo:
- Temor de Deus, amor ao próximo, fidelidade ao dever de estado, trabalho perseverante, espírito de família e constância. A mulher nos parece como sendo, na verdade, aquela que, em todos os planos, distribui a vida.
que nasceu 4/2/1915 e hoje, se encontra, junto a Deus Pai
A Mulher Forte
(Provérbios,XXXI,10-30)
Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la?
Superior é o seu valor ao das pérolas.
Confia nela o coração de seu marido e não precisa jamais de
Coisa alguma.
Ela lhe proporciona o bem, nunca o mal, em todos os dias de
Sua vida.
Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre.
Semelhante ao navio do mercador,
traz seus víveres de longe.
Levanta-se ainda de noite, distribui a comida em sua casa
e a tarefa às suas servas.
Ela encontra uma terra; adquire-a.
Planta uma vinha com o ganho de suas mãos.
Cinge os rins de fortaleza, fortalece seus braços.
Alegra-se com seu prosperar, sua lâmpada não se apaga durante a noite.
Põe sua mão na roca.
seus dedos manejam o fuso.
Estende os braços ao infeliz e abre a mão ao indigente.
Ela não teme a neve em sua casa, porque toda família tem.
Vestes duplas.
Faz, para si, cobertas, suas vestes são de linho fino e de púrpura.
Seu marido é considerado nas portas da cidade, (*) quando se assenta com os anciãos do país.
Fabrica linhos e os vende, fornece cintos ao mercador.
Fortaleza e graça lhe sevem de ornamentos, ri-se do dia de amanhã.
Abre a boca com sabedoria, amáveis instruções surgem de
Sua língua.
Vigia o andamento de sua casa e não come o pão da ociosidade.
Seus filhos se levantam para proclamá-la bem aventurada, e seu marido, para elogiá-la! Muitas mulheres demonstram vigor, mas tu excedes a todas!”
A graça é falaz e a beleza vã; a mulher que se deve aplaudir é a que teme a Deus.
(*) O Valor da mulher reflete no marido; falam dele às portas da cidade.
No Oriente, os homens reuniam-se às portas da cidade como, entre nós, em algumas cidades, na praça pública.
O LIVRO DOS PROVERBIOS termina pelo elogio do modelo das mães de família e das donas de casa – e, sem dúvida - trata-se de uma mulher que tem empregados, que se acha à frente de uma cultura bem importante,que vive em certo luxo. Mas não é a situação social que importa; são as qualidades morais profundas, posta em relevo:
- Temor de Deus, amor ao próximo, fidelidade ao dever de estado, trabalho perseverante, espírito de família e constância. A mulher nos parece como sendo, na verdade, aquela que, em todos os planos, distribui a vida.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Agradeço de coração
À DIRETORIA DO HCor.
Agradeço, de coração, o tratamento, a competência, a atenção e o carinho de todas as equipes de trabalho que constituem o magnífico corpo, que atende pelo nome de
Hospital do Coração HCor.
• Sensibilizada, não poderia deixar de agradecer
• a equipe do pronto atendimento e das que cuidaram diretamente dos procedimentos (cateterismo, angioplastia e implantação de marca-passo) pelos quais meu marido,
• Vicente Celeste Amadei, se submeteu.
Que Deus abençoe a todos os médicos(as), enfermeiros(as), nutricionistas, atendentes, pessoal da higienização, cozinha, copa, lanchonete, recepção e muitos outros que,
Gentilmente, nos atenderam.
Muito, muito, grata.
Maria Virgínia de Abreu Amadei.
Agradeço, de coração, o tratamento, a competência, a atenção e o carinho de todas as equipes de trabalho que constituem o magnífico corpo, que atende pelo nome de
Hospital do Coração HCor.
• Sensibilizada, não poderia deixar de agradecer
• a equipe do pronto atendimento e das que cuidaram diretamente dos procedimentos (cateterismo, angioplastia e implantação de marca-passo) pelos quais meu marido,
• Vicente Celeste Amadei, se submeteu.
Que Deus abençoe a todos os médicos(as), enfermeiros(as), nutricionistas, atendentes, pessoal da higienização, cozinha, copa, lanchonete, recepção e muitos outros que,
Gentilmente, nos atenderam.
Muito, muito, grata.
Maria Virgínia de Abreu Amadei.
Isaías
O livro de Isaías encerra as mais belas de todas as profecias. Das páginas da Bíblia, são as mais transbordantes de esperança.
Isaías é o maior poeta de Israel e um dos maiores poetas mundiais. De família nobre e, talvez real, viveu por volta de 750 A.C. Exerceu o seu apostolado no reino de Judá, especialmente em Jerusalém. Viu a tomada da Samaria e a destruição do reino do Norte (721 A.C). É o profeta que mais falou do Messias.
Isaías recebeu a vocação de profeta no decurso de uma visão que teve no Templo de Jerusalém (740 A.C.) O que abala Isaías é a santidade de Deus, isto é, a ausência, “Nele”, de qualquer falta ou mancha!
Ele pelo contrário, sente-se pecador e, por causa disso, incapaz de entrar em
contato com Deus. Eis porque o anjo o purifica, depois do que, Deus lhe fala e lhe propõe tomá-lo como mensageiro. Será um apostolado duríssimo, sem resultado aparente. Isaías aceita: - Torna-se Profeta.
Entre as profecias de Isaías, muitas são como um anúncio da vida e da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: Dir-se-ia um Evangelho escrito muitos séculos antes da vinda do Salvador.
O Anuncio da Vinda Do Messias são as profecias alegres que a Igreja nos manda reler, todos os anos, no tempo do Natal. O nascimento do Salvador, Filho de Deus feito homem. O Messias será um homem; como cada um de nós, terá a sua mãe, sabemos que foi a Virgem Maria.
“Uma Virgem conceberá e dará à luz um filho; E lhe dará o nome de Emanuel.
Que quer dizer: “Deus conosco”.
Isaías é o maior poeta de Israel e um dos maiores poetas mundiais. De família nobre e, talvez real, viveu por volta de 750 A.C. Exerceu o seu apostolado no reino de Judá, especialmente em Jerusalém. Viu a tomada da Samaria e a destruição do reino do Norte (721 A.C). É o profeta que mais falou do Messias.
Isaías recebeu a vocação de profeta no decurso de uma visão que teve no Templo de Jerusalém (740 A.C.) O que abala Isaías é a santidade de Deus, isto é, a ausência, “Nele”, de qualquer falta ou mancha!
Ele pelo contrário, sente-se pecador e, por causa disso, incapaz de entrar em
contato com Deus. Eis porque o anjo o purifica, depois do que, Deus lhe fala e lhe propõe tomá-lo como mensageiro. Será um apostolado duríssimo, sem resultado aparente. Isaías aceita: - Torna-se Profeta.
Entre as profecias de Isaías, muitas são como um anúncio da vida e da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: Dir-se-ia um Evangelho escrito muitos séculos antes da vinda do Salvador.
O Anuncio da Vinda Do Messias são as profecias alegres que a Igreja nos manda reler, todos os anos, no tempo do Natal. O nascimento do Salvador, Filho de Deus feito homem. O Messias será um homem; como cada um de nós, terá a sua mãe, sabemos que foi a Virgem Maria.
“Uma Virgem conceberá e dará à luz um filho; E lhe dará o nome de Emanuel.
Que quer dizer: “Deus conosco”.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A Nossa Solidariedade
A nossa solidariedade a todo povo sofrido do Haiti.
A nossa solidariedade, também , a todos que estão sofrendo as conseqüências das tempestades e das enchentes que assolam nossas cidades.
Os nossos sentimentos de gratidão a todos servidores e voluntários que socorrem heroicamente, os necessitados destes lastimáveis acontecimentos.
Os nossos sentimentos de gratidão, também, a todos que, exemplarmente, se dedicam e desempenham o seu trabalho nos meios de comunicação, principalmente aqueles que correm risco de vida, para bem nos informar.
Finalmente, às famílias enlutadas as nossas condolências, estima e as nossas sinceras orações de súplicas a Deus, para que recebam o consolo e o necessário conforto para suas dores.
Virginia Amadei.
A nossa solidariedade, também , a todos que estão sofrendo as conseqüências das tempestades e das enchentes que assolam nossas cidades.
Os nossos sentimentos de gratidão a todos servidores e voluntários que socorrem heroicamente, os necessitados destes lastimáveis acontecimentos.
Os nossos sentimentos de gratidão, também, a todos que, exemplarmente, se dedicam e desempenham o seu trabalho nos meios de comunicação, principalmente aqueles que correm risco de vida, para bem nos informar.
Finalmente, às famílias enlutadas as nossas condolências, estima e as nossas sinceras orações de súplicas a Deus, para que recebam o consolo e o necessário conforto para suas dores.
Virginia Amadei.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O Peregrino
O Peregrino
Raymundo Corrêa (1860 – 1911 )
Em busca de uma pessoa querida vai o cantor perguntando aos pastores,aos regatos,às flores,onde ela está.Ninguém lhe da notícias, mas a pedra de uma sepultura longínqua, si soubesse falar, contava que a pessoa querida morrera.
Zagaes(*) do monte, que um lindo
Rebanho estais a guardar;
- Essa em poz da qual vou indo,
Vós não a vistes passar?
Fonte entre seixos filtrada,
- Não veio ela aqui beber?
Florinhas que orlais a estrada,
- Não vos veio ela colher?
E vós, peregrino bando
De andorinhas a (*) emigrar;
- Essa, em cujo encalço eu ando,
Vós não a vistes passar?
Sem responderem, lá se iam
As andorinhas pelo ar;
E as florinhas não sabiam
Resposta nenhuma dar.
E a água corrente da fonte
Corria sem responder;
E os pobres zagaes do monte
Nada sabiam dizer.
Mas, no fim da estrada, havia
Uma pedra (*)tumular;
Esta, aí! Sim, responderia,
Caso pudesse falar.
Raymundo Corrêa (1860 – 1911 )
É um dos nossos poetas perfeito, e que mais soube aproveitar a melodia de nossa língua.
(*) zagaes, pastores de ovelhas.
(*) emigrar, ir para fora de sua Pátria.
(*) tumular, de túmulo.
Raymundo Corrêa (1860 – 1911 )
Em busca de uma pessoa querida vai o cantor perguntando aos pastores,aos regatos,às flores,onde ela está.Ninguém lhe da notícias, mas a pedra de uma sepultura longínqua, si soubesse falar, contava que a pessoa querida morrera.
Zagaes(*) do monte, que um lindo
Rebanho estais a guardar;
- Essa em poz da qual vou indo,
Vós não a vistes passar?
Fonte entre seixos filtrada,
- Não veio ela aqui beber?
Florinhas que orlais a estrada,
- Não vos veio ela colher?
E vós, peregrino bando
De andorinhas a (*) emigrar;
- Essa, em cujo encalço eu ando,
Vós não a vistes passar?
Sem responderem, lá se iam
As andorinhas pelo ar;
E as florinhas não sabiam
Resposta nenhuma dar.
E a água corrente da fonte
Corria sem responder;
E os pobres zagaes do monte
Nada sabiam dizer.
Mas, no fim da estrada, havia
Uma pedra (*)tumular;
Esta, aí! Sim, responderia,
Caso pudesse falar.
Raymundo Corrêa (1860 – 1911 )
É um dos nossos poetas perfeito, e que mais soube aproveitar a melodia de nossa língua.
(*) zagaes, pastores de ovelhas.
(*) emigrar, ir para fora de sua Pátria.
(*) tumular, de túmulo.
(titio)
De Vicente (titio)
Para Camila.
Do botão brotou a Rosa
Que desabrochou ao raiar do dia
Ao som de pinças e bisturis.
O primeiro raio tocou-lhe a face
A luz se dava a quem antes não via.
Ficou no sonho a escuridão do ventre e como uma lança lhe transpassasse o peito a flecha d'ar marcou seus brônquios no primeiro respirar profundo.
Curvou-se a face enrrugaram-se
OS nervos e chorou!
Um choro forte!
Que exprime a Vida.
Que veio da Rosa,
Que veio do botão,
Que veio da semente.
Que veio da roseira.
Que veio da terra,
Que veio de Deus.
Parabéns ao Roso Pai, a Rosa Mãe e louvor a Deus por mais esta
Rosinha em nossa Roseira.
Vicente
17 de Setembro de 1981
Para Camila.
Do botão brotou a Rosa
Que desabrochou ao raiar do dia
Ao som de pinças e bisturis.
O primeiro raio tocou-lhe a face
A luz se dava a quem antes não via.
Ficou no sonho a escuridão do ventre e como uma lança lhe transpassasse o peito a flecha d'ar marcou seus brônquios no primeiro respirar profundo.
Curvou-se a face enrrugaram-se
OS nervos e chorou!
Um choro forte!
Que exprime a Vida.
Que veio da Rosa,
Que veio do botão,
Que veio da semente.
Que veio da roseira.
Que veio da terra,
Que veio de Deus.
Parabéns ao Roso Pai, a Rosa Mãe e louvor a Deus por mais esta
Rosinha em nossa Roseira.
Vicente
17 de Setembro de 1981
Assinar:
Postagens (Atom)